Quase sempre, a dúvida permeia a maioria das decisões. Melinda nunca foi uma pessoa paciente, e de repente ter que esperar pacientemente por algo tão intensamente desejado e esperado é frustrante. Pelo menos até agora não perdeu o encanto, quem sabe esperar por tanto tempo só vai empolgar ainda mais uma alma louca para estudar, aprender, ser uma boa profissional.
Em relação a outras àreas, Melinda se vê numa situação nova e meio amedrontadora também. Quer reaver a firmeza que parece ter perdido. Já lhe foi dito que ela é forte na vida, mas que em relacionamentos, perde essa força. Será mesmo? Ou é mesmo amor que faz as pessoas parecerem ser fracas?
Não agrada essa história de se entregar pela metade, ser técnico ou qualquer outro termo usado recentemente de maneira displicente e racional. Pra quê isso?
Chegou a hora de cuidar de si mesma. A hora já está esperando há tempos, mas Melinda demora pra perceber as coisas.
Muito amor, muita espera, muita ansiedade. Nada que esteja entre 8 e 80. Será que é possível mudar isso?
Preciso escrever mais, talvez escrever possa libertar minha amiguinha um pouco mais. Odeio quando não consigo me expressar e fico parecendo melodramática.
Melinda já está acostumada com isso de ser uma pessoa densa e se preocupar demais com os outros, querer ser a melhor amiga, filha, estudante, namorada. Sempre foi assim, pelo menos nas pretensões idealistas.
Será que uma veia de egoísmo está surgindo agora? Será que Melinda muda assim? Improvável.
Ela só quer o de sempre, mas o de sempre sempre muda.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
quinta-feira, 29 de julho de 2010
segunda-feira, 26 de julho de 2010
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Saudade
"Saudade se esquece muito fácil quando se lembra de dedicação sem retribuição". Será mesmo? O Amor (o universal, metafísico, usado com letra maiúscula por Álvaro de Campos) faz questão de nos humilhar. Esquece-se amor próprio, orgulho... o estado de desespero não mede as consequências de certas atitudes impulsivas.
Atualmente encontro-me num estado de saudade desesperada. Depois de 18 dias, meu coração bate um pouco mais devagar. O que me conforta é saber que daqui a algum tempo, terei tudo de novo. Mas uma mente tão densa não se contenta com essa volta distante. Ela ainda prefere se martirizar e dar lugar a pensamentos ruins. Espero que não demore muito.
Quem diria, Melinda.
Atualmente encontro-me num estado de saudade desesperada. Depois de 18 dias, meu coração bate um pouco mais devagar. O que me conforta é saber que daqui a algum tempo, terei tudo de novo. Mas uma mente tão densa não se contenta com essa volta distante. Ela ainda prefere se martirizar e dar lugar a pensamentos ruins. Espero que não demore muito.
Quem diria, Melinda.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
A questão é: será que dependemos de alguém para estarmos tristes ou felizes?
Há vezes em que escutamos que só nos entristece aquele que permitimos fazê-lo. Por outro lado, o ser humano diz-se ao mesmo tempo sociável por natureza, destinado a viver em grupo. Não poderia essa vivência, essa interação tornar-se tão íntima ao ponto de afetar nossas emoções, sentimentos, entusiasmo perante a vida? É claro que sim. Pessoas demasiado auto-suficientes geralmente escondem um medo, um trauma sofrido ou um simples e totalmente compreensível receio de sofrer por alguém.
Pavor de deixar essa(s) pessoa(s) influenciarem suas vidas em tão profunda escala. Tal auto-suficiência pode ser adquirida por experiência própria ou presenciada ou por pura precaução. Contudo, não há dúvida de que não controlamos 100% de nossos pensamentos e até atitudes. Cuidado para não fazer questão de esbanjar um "amor-próprio" fingido, exagerado, pode até soar patético aos ouvidos de corações mais experientes e avisados. Avisados de que o amor é um risco que simplesmente vale a pena correr. Basta ter um bom discernimento para decidir por quem vale a pena derramar suas lágrimas...
Afinal, geralmente as pessoas que mais amamos na vida são as mesmas com as quais mais nos desentendemos. Explicação? Talvez mania de querer mudá-las ou adaptá-las. Nos esquecemos que a amamos por ser exatamente quem são, aceitando-as sem um motivo.
No fim (ou no meio do caminho, se for mais sortudo) você percebe que não dá certo. Ao invés de adaptar alguém a você, você resolve adaptar a si mesmo. Parece mas fácil. Escolha por quem sofrer e por quem adaptar-se. Cuidado, não faça isso pelo primeiro que vier.
Don't play cheap with your heart, afinal você só tem um, e o amor-próprio (O VERDADEIRO) ainda existe... e tem que ser recíproco.
;)
Há vezes em que escutamos que só nos entristece aquele que permitimos fazê-lo. Por outro lado, o ser humano diz-se ao mesmo tempo sociável por natureza, destinado a viver em grupo. Não poderia essa vivência, essa interação tornar-se tão íntima ao ponto de afetar nossas emoções, sentimentos, entusiasmo perante a vida? É claro que sim. Pessoas demasiado auto-suficientes geralmente escondem um medo, um trauma sofrido ou um simples e totalmente compreensível receio de sofrer por alguém.
Pavor de deixar essa(s) pessoa(s) influenciarem suas vidas em tão profunda escala. Tal auto-suficiência pode ser adquirida por experiência própria ou presenciada ou por pura precaução. Contudo, não há dúvida de que não controlamos 100% de nossos pensamentos e até atitudes. Cuidado para não fazer questão de esbanjar um "amor-próprio" fingido, exagerado, pode até soar patético aos ouvidos de corações mais experientes e avisados. Avisados de que o amor é um risco que simplesmente vale a pena correr. Basta ter um bom discernimento para decidir por quem vale a pena derramar suas lágrimas...
Afinal, geralmente as pessoas que mais amamos na vida são as mesmas com as quais mais nos desentendemos. Explicação? Talvez mania de querer mudá-las ou adaptá-las. Nos esquecemos que a amamos por ser exatamente quem são, aceitando-as sem um motivo.
No fim (ou no meio do caminho, se for mais sortudo) você percebe que não dá certo. Ao invés de adaptar alguém a você, você resolve adaptar a si mesmo. Parece mas fácil. Escolha por quem sofrer e por quem adaptar-se. Cuidado, não faça isso pelo primeiro que vier.
Don't play cheap with your heart, afinal você só tem um, e o amor-próprio (O VERDADEIRO) ainda existe... e tem que ser recíproco.
;)
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
More than words
Dizem que a amizade e' o amor sem asas. Dizem tambem que nao escolhemos a familia, mas escolhemos os amigos. Bem, a amizade e' sem duvida um sentimento necessario pra uma vida saudavel, porem quando "so" se tem amigos, falta algo. Amigos podem saber de quase tudo, mas nao tanto quanto a familia. E amigos nao podem suprir o espaco requerido por um amor.
Melinda preferia sempre fingir que nao precisava de um romance assim, que se sentia cheia por dentro e que nao sentia inveja quando passava por casais saltitantes e felizes andando e conversando conversas preenchidas por risinhos e cochichos. Gostava de se fazer de durona. Quando menos esperava, apareceu um velho e sempre presente garoto que sempre quis faze-la feliz, e mesmo com esse jogo duro, nao desistiu da ideia. Que bom pra ela. Talvez 6 meses seja pouco tempo pra dizer alguma coisa, mas pra quem sente, palavras chegam a ser desnecessarias. Talvez a melhor saida seja viver o presente, sabendo que se algum dia essa sensacao virar somente uma lembranca, sera uma lembranca boa. So que ter uma lembranca enquanto ja se teve uma experiencia pode ser frustrante. Talvez o melhor seja nem pensar nisso. Talvez o melhor seja se entregar e deixar pensar que realmente vai ser eterno. Ao menos esta sendo eterno agora.
Melinda preferia sempre fingir que nao precisava de um romance assim, que se sentia cheia por dentro e que nao sentia inveja quando passava por casais saltitantes e felizes andando e conversando conversas preenchidas por risinhos e cochichos. Gostava de se fazer de durona. Quando menos esperava, apareceu um velho e sempre presente garoto que sempre quis faze-la feliz, e mesmo com esse jogo duro, nao desistiu da ideia. Que bom pra ela. Talvez 6 meses seja pouco tempo pra dizer alguma coisa, mas pra quem sente, palavras chegam a ser desnecessarias. Talvez a melhor saida seja viver o presente, sabendo que se algum dia essa sensacao virar somente uma lembranca, sera uma lembranca boa. So que ter uma lembranca enquanto ja se teve uma experiencia pode ser frustrante. Talvez o melhor seja nem pensar nisso. Talvez o melhor seja se entregar e deixar pensar que realmente vai ser eterno. Ao menos esta sendo eterno agora.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
2010
Um ano que termina com 10 só pode ser bom. A primeira década do século XXI já está se despedindo... E a vida traz várias transformações consigo. Mudanças na rotina, principalmente. Não adianta: é só quando saímos da escola que dá pra perceber MESMO que acabou. Quantas vezes não ficamos contando os minutos pra ir pro intervalo, pra ir pra casa almoçar 2 horas da tarde... Quantas vezes enjoamos dos professores (todos!) e juramos que não iríamos sentir a menor falta de chegar numa segunda-feira e ter que assistir a dois horários de Química Orgânica. Ô beleza. E sabe o que é mais engraçado? Faz falta sim, e MUITA. Da convivência principalmente.
Mas como a vida é eternamente efêmera, o jeito é passar pelas mudanças da melhor forma. Agora os sentimentos que imperam são empolgação e ansiedade, uma ansiedade boa que faz brilhar os olhos que sempre quiseram ver o nome da dona na lista de aprovados no curso de Direito - Bachalerado.
Que bom que as noites e os choros meio dramáticos valeram a pena. Plageando um colega de curso, espero fazer direito.
Mas como a vida é eternamente efêmera, o jeito é passar pelas mudanças da melhor forma. Agora os sentimentos que imperam são empolgação e ansiedade, uma ansiedade boa que faz brilhar os olhos que sempre quiseram ver o nome da dona na lista de aprovados no curso de Direito - Bachalerado.
Que bom que as noites e os choros meio dramáticos valeram a pena. Plageando um colega de curso, espero fazer direito.
Assinar:
Postagens (Atom)